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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PARAÍBA DO SUL - (In)dependência ou Morte?

Neste 7 de setembro de 2010 foi realizado um belíssimo desfile cívico no município em comemoração à referida data, pelo direito do Brasil traçar seu próprio destino.
Apesar de todo o glamour do evento, ele não cumpre sua finalidade: Levar a população a refletir sobre sua condição de (in)dependência.
Somos independentes?
Que independência nós buscamos?
Nossa população é verdadeiramente livre?
Nosso município conquistou sua condição de liberdade?
Creio que não.
Milhares de famílias sul paraibanas continuam dependentes do Bolsa Família para sobreviverem.
Centenas de jovens permanecem desempregados, a busca de "bicos".
Milhares de sul paraíbanos se encontram sem perspectivas de aumentarem sua renda ao longo de suas existências, refletindo a grave exclusão social de nossa sociedade.
Dezenas de jovens em nosso município não concluem o ensino médio e outros tantos nem mesmo o ensino fundamental. Confira os dados do MEC.
Os Sistemas Municipal e Estadual da Rede Pública de Ensino não cumprem seu papel de superar a exclusão. Pelo contrário, reproduzem e reforçam a desigualdade, a profecia auto-realizadora do fracasso social.
Para nossa infância e juventude lhe é negada o direito de sonhar mais alto e de não repetir a história econômica de seus pais.
A saúde anda precária, quase falida. Profissionais mal remunerados, como no educação, postos de saúde sem medicamentos essenciais, de primeira necessidade, demora na marcação e na realização de exames, agentes de saúde sem capacitação e desmotivados, médicos que não cumprem a carga horária e alguns que ditamquantos pacientes atenderão por dia.
São fatos que a população, a mídia local, a observação prática e a rotina denunciam diuturnamente.
Por outro lado, a infra-estrutura de Paraíba do Sul dá sinais de desgaste em toda parte. 
Ruas esburacadas, esgoto a "céu aberto", ruas sem rede de esgoto, pavimentação e rede de drenagem de águas pluviais, como no Bairro Alvorada, localidades como o Bairro Amapá que, segundo alguns moradores, já ficaram 15 dias se água. Essas são algumas de muitas precariedades.
No turismo assistimos a inércia quase total.
Na agropecuária, ações isoladas e desconexas nada eficazes para o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental e da capacidade produtiva da zona rural.
Ausência de políticas públicas planejadas, construídas coletivamente e que apontem novos horizontes para nossa cidade.
Acordos políticos comprometedores da eficiência da máquina pública por compromissos de campanha.
Por tudo isso e muito mais reafirmo que a Independência em Paraíba do Sul veio apenas para as gerações de políticos que, tanto no executivo quanto no legislativo, governaram este município desde sua fundação, enriquecendo suas famílias e parentes e aumentando seu patrimônio às custas do bem-estar de nossa população e do futuro e dos sonhos de nossas crianças.
Em ano eleitoral vários boatos já evidenciam a compra de votos. Os próprios políticos faltam com o exemplo ao apoiarem candidatos que não são de seu partido, em uma ação escancacarada de desrespeito à fidelidade partidária. Quem sabe não denuncia (anonimamente, claro). E a população mesma que coloca obstáculos à apuração pela sua omissão.
A Justiça Eleitoral faz sua parte, mas a cultura política de nosso povo coloca quase tudo a perder.
O pior é que não dá ainda nem para culpar a população, pois a mesma foi condicionada pelos políticos a terem aversão e ódio de política e a cultivarem total desinteresse pela única coisa que pode lhes garantir direitos: A PRÓPRIA POLÍTICA.
Enquanto isso uma minoria luta pela independência de todos, assistindo atônita à morte de sonhos, projetos, esperanças e vidas ceifadas pela miséria, negligência e violência.
Brademos como nossos irmãos inconfidentes mineiros:
"LIBERTAS QUAE SERA TAMEN" - LIBERDADE AINDA QUE TARDIA!

OBS: O texto condena atos, não ataca pessoas.

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