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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Confira os perfis de alguns jovens que já fazem política no Brasil

By Redatores da Turma do Chapéu on 9 de outubro de 2011
A revista Época que está nas bancas traz uma reportagem sobre a juventude e a política, com base em pesquisa realizada pela Retrato Pesquisa e Opinião.
Veja abaixo o perfil de alguns jovens que já colocaram a mão na massa e participam de atividades políticas com diferentes níveis de envolvimento e aspirações. Destaque para o Marcel Beghini, um dos participantes do programa ChaPÉu NA ESTRADA, da Turma do Chapéu.

Marcel Beghini
19 anos / Belo Horizonte, MG
Estudante de jornalismo e funcionário público
Marcel Beghini - Foto: Marcus Desimone/Nitro/Época

Ele sempre se interessou por política, porque seu tio era deputado estadual em Minas Gerais. Foi pelo Twitter que deu o primeiro passo para uma futura candidatura. Os comentários diários de Marcel no microblog chamaram a atenção de Gabriel Azevedo, secretário de comunicação da Juventude do PSDB, que resolveu chamá-lo para reuniões do partido. O estudante gostou da ideia e entrou também para a Turma do Chapéu, um grupo de jovens mineiros tucanos que ajuda o partido a produzir vídeos e usar as ferramentas da internet. “O processo legislativo é muito complicado e burocratizado. Isso gera preconceito”, diz. Para ele, todos os partidos deveriam tornar a política mais palatável, sob pena de apenas os filhos de políticos se interessarem em assumir um cargo. Marcel ainda não se filiou ao partido, mas está certo de sua vontade de concorrer a uma vaga no Legislativo no futuro. “Vou continuar na militância pelas causas em que acredito. Um dia vai surgir a oportunidade.”

Inaê Iabel Barbosa
16 anos / Porto Alegre, RS
Estudante
Inaê Barbosa - Foto: Ricardo Jaeger/Época

Vice-presidente do grêmio do Colégio Marista, a adolescente já pode comemorar uma vitória política: conseguiu baixar os preços na cantina da escola. Inaê levou a reivindicação às donas do estabelecimento e ajudou a organizar um abaixo-assinado. A mobilização levou à troca na gestão da cantina. Por causa de sua liderança, Inaê se acostumou a ouvir da família sugestões para se candidatar a vereadora. Por ora, diz que seu foco é fazer uma faculdade. “O que fazemos em nosso cotidiano não deixa de ser política porque estamos preocupados com a comunidade”, diz. Inaê também trabalha como voluntária da ONG Liberdade Humanitária, com ações filantrópicas na periferia da cidade, e procura participar de protestos contra a corrupção e pela liberdade de expressão. “No passado, as coisas erradas eram vistas como naturais, inevitáveis. Hoje, temos mais chances de discutir e dizer que não precisa ser assim.”


Tiago Martins
18 anos / Paraíba do Sul, RJ
Estudante de administração pública
Tiago Martins - Foto: Daryan Dornelles/Época

Seu primeiro contato com a política foi na escola, como representante de turma e membro do grêmio estudantil, quando conseguiu fazer com que o colégio aplicasse simulados para o Enem e melhorasse a preparação dos alunos para a prova. Martins tem um longo currículo na política formal: foi vereador mirim da cidade por dois mandatos, deputado mirim da Assembleia Legislativa, deputado do Parlamento Jovem da Câmara Federal e deputado do Parlamento do Mercosul. No ano passado, quando participava do Parlamento Jovem, a convite de um deputado federal, entrou para o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). É presidente do diretório de sua cidade. Também diz que não descarta prestar concurso público. Acredita que das duas formas contribuirá para promover mudanças no país e considera que a negociação é o melhor caminho para as conquistas. “Tudo o que é conversado não sai caro”, diz.


Kamila Schass
16 anos / Blumenau, SC
Estudante e estagiária da Câmara de Vereadores
Kamila Schass - Foto: Ricardo Silva/Época

Apesar da idade, ela já decidiu que quer ser vereadora e justifica a escolha com jeito de política: “É o cargo que está mais próximo da comunidade”, diz. Ela tomou a decisão em 2008, quando foi presidente da Câmara de Vereadores Mirins de Blumenau. O projeto, implantado por diversas cidades do país, tenta aproximar os jovens do cotidiano do Legislativo. Deu certo. “A gente só vê coisa ruim na televisão, mas, quando chega perto, percebe que é diferente”, afirma. Ela faz estágio como assessora de uma vereadora do DEM, mas, como a maioria dos jovens de sua idade, ainda não tem um partido de preferência. “Vou escolher com a cabeça e com o coração”, diz. Seja qual for a sigla, já tem o apoio da família, principalmente da mãe, que acompanhava as sessões da Câmara Mirim. Se eleita, Kamila promete dar prioridade à educação, porque é “o futuro do país” e porque vive na pele o problema: é estudante da rede pública de Santa Catarina, que acaba de sair de uma greve.

Demétrio César Xavier
19 anos / Guarulhos, SP
Estudante de administração
Demétrio Xavie - Foto: Rogério Cassimiro/Época

Ele começou a se interessar por política aos 14 anos, quando presidiu o grêmio da escola. Ao mudar-se para outro colégio, onde a diretora proibira a existência de um grêmio estudantil, recorreu até ao conselho tutelar para garantir o direito, estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Conseguiu, mas pagou um preço: o clima com a direção ficou tão pesado que ele optou por sair da escola. Mesmo assim, Demétrio não deixou de lutar pelo que julgava certo. Hoje é diretor de movimentos sociais da União Estadual dos Estudantes e membro do PT. Enquanto grande parte dos jovens não se vê representada por partidos, Demétrio acredita que fazer parte da política formal pode ajudá-lo a mudar a realidade. Membro do Parlamento Jovem, propôs dois projetos de lei que a prefeitura de Guarulhos adotou mais tarde: a criação de um dia para a troca de livros e de um festival de cultura estudantil.

Patrícia Matos
18 anos / Brasília, DF
Estudante de pedagogia
Patrícia Matos - Foto: Igo Estrela/Época

Com pais sindicalistas, a jovem teve, desde cedo, uma vivência política. Em 2009, quando estava no 2o ano do ensino médio, virou presidente do grêmio estudantil do Elefante Branco, uma tradicional escola pública brasiliense. Dava avisos em sala de aula, distribuía panfletos e convocava protestos pelo Twitter para melhorar as condições de ensino do colégio. Diz ter percebido aos poucos que os problemas que tentava combater estavam ligados a um contexto mais amplo de baixo investimento na educação pública e de pouca atenção à voz dos alunos. Decidiu, então, entrar na política partidária. Acabou se filiando ao PCdoB. Como a maior parte dos jovens, ela diz que ocupar um cargo político não é seu objetivo de vida. Mas, como um quarto dos adolescentes entrevistados, não descarta seguir essa carreira. “Se a vida me apresentar a possibilidade de contribuir dessa forma, vou analisar”, afirma.

Edinaldo de Oliveira
19 anos / Guajará-Mirim, RO
Técnico em refrigeração
Edinaldo de Oliveira - Foto: Foto: Welington Nunes

Os mais próximos não acreditam muito quando ele diz que ainda vai ocupar um cargo político. “Todo mundo acha que nunca vai dar certo porque não há nenhum político na minha família”, afirma. Mas ele não desiste e vê a ideia com certo pragmatismo. Sobre o que fará na prática para conseguir ser um político, diz: “Vou ter de fazer coligação, né?”. Se vai dar certo, ninguém sabe, mas sua preferência partidária, o PMDB, parece coerente com sua estratégia de inserção no meio político. O partido é conhecido por realizar alianças com outras legendas. Mas Edinaldo diz que o compromisso tem de estar “de acordo com a ética”. Sua principal bandeira, como a da maioria dos jovens, é a educação. Defende uma reforma no setor, mas não especifica o que é preciso mudar. “Praticamente tudo”, diz. Em sua escola, já conseguiu uma vitória: participou de uma greve que, segundo diz, foi fundamental para a direção decidir reformar as instalações.



Ana Carolina Moraes
18 anos / Campinas, SP
Produtora cultural
Ana Carolina - Foto: Rogério Cassimiro/Época

Ela começou a atuar como produtora musical quando tinha apenas 13 anos. Mas trabalhar com o que gostava, a música, ainda não era suficiente. Ela queria ampliar o acesso à cultura, dar espaço a novos artistas e ajudar a discutir as questões importantes para o país. Largou o emprego e entrou para o Coletivo Ajuntaê, ligado ao Circuito Fora do Eixo, um movimento que incentiva atividades culturais com viés político em vários lugares do país. O movimento é apartidário. Parte dos integrantes, como Ana Carolina, mora em casas coletivas. Num ambiente livre, em que todos têm acesso ao caixa, ela aprendeu a importância de ser transparente e acabar logo com qualquer tipo de corrupção. Embora muitos acreditem que Ana Carolina possa, com seu engajamento e seus contatos, seguir carreira política, ela não se imagina num gabinete. “Não me vejo num cargo, dentro de uma sala. A política é a gente que faz, onde quer que esteja”, afirma.

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